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yuze na mídia #08 – Interior tem cada vez mais cidades empreendedoras
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yuze na mídia #08 – Interior tem cada vez mais cidades empreendedoras

Valor Econômico

Entre as 15 cidades mais empreendedoras do país, segundo estudo divulgado neste mês pela Endeavor, seis não são capitais e, entre as 10 primeiras colocadas, três são do interior de São Paulo e de Santa Catarina. Um movimento que cresce a cada dia e, que, de acordo com os estudiosos, tende a ganhar mais força nos próximos anos. As razões são muitas, desde a busca por melhor qualidade de vida, menores custos de produção e de mão-de-obra, até os incentivos fiscais oferecidos por muitos municípios. Mas o peso maior está na multiplicação cada vez mais forte de ambientes propícios à abertura de novos negócios, os chamados ecossistemas empreendedores.

Nona colocada no Índice de Cidades Empreendedoras Endeavor Brasil 2015, a cidade de Joinville vem despontado como um polo de inovação não só de Santa Catarina, mas do país. Seu índice de empresas que patentearam criações, por exemplo, é de cinco para cada mil, três vezes maior que a média, de 1,7. “Somos uma cidade ainda muito industrial, com a economia centrada no setor metal-mecânico, um modelo que em duas décadas deve se esgotar”, admite o prefeito Udo Döhler. “Daí traçarmos um plano de mudança estratégica da economia até 2030, quando a população da cidade dobrará”. A mudança passa pela construção de um ecossistema empreendedor, a exemplo do que já acontece em Florianópolis, capital do estado, baseado no esforço conjunto de universidades, poder público e a iniciativa privada. “O objetivo é fomentar o desenvolvimento na próxima década de empresas ligadas à biotecnologia, novos materiais, economia verde, produção de órteses, próteses e mini robôs”, afirma o prefeito.

Nos mesmos moldes de Joinville, a paranaense Londrina, considerada a 17ª cidade mais empreendedora do país, faz da incubadora da Universidade Estadual de Londrina, um catalizador de novos negócios. Foi na incubadora que nasceu em 2012, a Yuze, fabricante de utensílios para cozinha em cerâmica, que tem no design um dos seus principais diferenciais. Com 16 produtos em linha, entre moedores, abridores, afiadores e facas e um faturamento estimado de R$ 1,7 milhão para este ano, a empresa soma mais de 1.300 clientes distribuídos em 23 Estados e se preparara para, em 2016, atravessar as fronteiras do Brasil. “Londrina nos oferece uma ótima infraestrutura logística, mão-de-obra de qualidade, a um custo pelo menos 20% mais baixo, e não tem o trânsito e o estresse das grandes capitais”, afirma o sócio Guilherme Eiras. “A dificuldade não está em contratar mão-de-obra na região, mas em convencer profissionais especializados a trocar os grandes centros a arriscar e mudar de vida para integrar um time no interior, mesmo a empresa registrando uma média de crescimento de 40% ao ano.”

Um desafio que, na visão de Roberto Oliveira, sócio da ICheff, start up com sede em Londrina, está cada vez mais fácil ultrapassar. “Percebemos que nos últimos tempos há mais jovens dispostos a empreender na cidade: as universidades têm organizado encontros com empreendedores bem-sucedidos para que contem suas histórias e inspirem o nascimento de outras”, diz. “Sem contar os custos que são 40% menores do que nas capitais”.

O I Cheff, software em forma de aplicativo que ajuda restaurantes e lanchonetes a controlar fluxos de compras e vendas, é o segundo negócio de Oliveira em Londrina, em parceria com dois outros sócios. O primeiro, foi o Deliveria.com, primeiro site londrinense de pedido de comida pela internet, vendido para a gigante IFood. “Poderíamos empreender em qualquer outro lugar, mas decidimos ficar em Londrina porque acreditamos que um bom negócio deve ser acompanhando de uma boa qualidade de vida”, reforça Oliveira. “Se a cidade nos oferece isso e a internet nos permite operar de forma global, para que mudar?”

O Índice de Cidades Empreendedoras 2015 destaca cidades de porte médio basicamente das regiões Sul e Sudeste, entre elas, Campinas, São José dos Campos, Maringá, Ribeirão Preto, Sorocaba, Caxias do Sul, Uberlândia e Blumenau, além de Joinville e Londrina. Mas, não são as únicas no país a revelar ecossistemas inovadores de peso, conforme ressalta Francilene Garcia, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). “No próprio estado de São Paulo temos São Carlos, que merece ser observada como referência em capital humano e inovação”, afirma. “No Nordeste, temos Campina Grande, Petrolina e Mossoró, polos com competitividade internacional”.


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